
Adolescente, jovem adulto, aparentemente saudável… e com zumbido. Essa situação está cada vez mais comum, e não deve ser encarada como “normal da idade”.
Por que o zumbido está aparecendo em pessoas cada vez mais jovens?
Um dos grandes responsáveis é o estilo de vida moderno, com:
- uso intenso de fones de ouvido, muitas vezes em volume alto;
- exposições frequentes a shows, festas, baladas, eventos esportivos;
- muitas horas de games e vídeos com som elevado;
- ambientes urbanos ruidosos.
Esse conjunto faz com que o sistema auditivo fique:
- frequentemente exposto a níveis sonoros elevados,
- com pouco tempo de “descanso” entre as exposições.
Mesmo sem uma perda auditiva significativa detectável em exames básicos, o ouvido interno e as vias nervosas podem sofrer alterações sutis, que se manifestam como zumbido.
Quando acende o sinal de alerta?
É importante ficar atento se:
- o zumbido é frequente ou constante (não apenas um episódio isolado após um show, por exemplo);
- há história de muito uso de fone de ouvido em volume alto;
- há dificuldade de entender a fala em lugares ruidosos;
- existem outros sintomas associados, como dor de ouvido, tontura, perda auditiva percebida.
Mitos e verdades
“Sou jovem, então não posso ter problema de audição.”
- Mito. Idade protege de algumas coisas, mas exposição intensa ao ruído pode causar dano em qualquer fase da vida.
“Zumbido em jovem é sempre passageiro.”
- Mito. Pode até ser transitório em algumas situações, mas se torna persistente em muitos casos, especialmente com exposição repetida a som alto.
“Se eu me acostumar com o zumbido, não preciso cuidar da audição.”
- Mito. O fato de a pessoa “não ligar mais” para o zumbido não significa que o ouvido está protegido.
É importante evitar progressão de danos.
“Se o exame der normal, está tudo bem, posso continuar usando fone alto.”
- Outro mito perigoso. O exame normal hoje não garante que o uso inadequado de som não cause problemas no futuro.
O que o jovem pode fazer na prática?
- Rever o uso de fones de ouvido
- Manter o volume em torno de 60% da barra, evitando o máximo;
- Fazer pausas (não usar por horas seguidas);
- Cuidar ainda mais em ambientes barulhentos (ônibus, academia) – se precisa “brigar” com o ruído externo, o volume já está muito alto.
- Proteger-se em ambientes muito ruidosos
- Sempre que possível, usar protetores auriculares em shows, baladas, locais de trabalho barulhentos;
- Ficar um pouco afastado das caixas de som.
- Levar o zumbido a sério
- Se o zumbido é persistente, vale buscar avaliação com profissional (médico e, se indicado, fonoaudiólogo);
- Excluir outras causas (problemas de ouvido médio, metabólicos, medicamentos, etc.).
- Cuidar da saúde geral
- Sono, alimentação, estresse e uso de substâncias (álcool, nicotina, drogas) também interferem no sistema auditivo e na percepção do zumbido.
Em resumo
- Zumbido em jovens é cada vez mais frequente, mas não deve ser considerado “normal”.
- Na maioria dos casos, está relacionado a exposição excessiva ao som, especialmente com fones de ouvido e ambientes ruidosos.
- Ajustar hábitos desde cedo é fundamental para proteger a audição a longo prazo e evitar que o zumbido se torne um companheiro permanente.
- Procure auxílio de um profissional especializado, como um médico otorrino/otoneurologista.




